domingo, 13 de fevereiro de 2011

Eu identifico o problema e sei exactamente qual a solução.
A solução era esta:





Na companhia de um caramelo que me fizesse a cabeça bater na cabeceira da cama.

(não necessariamente por esta ordem)
Será que mais ninguém, além de mim, reparou como este fim de semana é particularmente nojento?

Acho que criei uma alergia ao dia dos namorados.

Nojo

(em cor-de-rosa)

A melhor gargalhada dos últimos tempos

Disse-lhe que tinha acabado de ler "Emigrantes", do Ferreira de Castro.

Foi como se o Erasmo Carlos tivesse entrado.

Como se tivessemos faltado às aulas para jogar à sueca.

Porra, tenho saudades disso.
É como se a vontade tivesse sido cirurgicamente removida do meu corpo.
Não a encontro mais em mim.
Acordo. Levanto-me. Trabalho. Dou dois dedos de conversa. Trabalho. Janto. Durmo.
Em modo de piloto automático.
Acho que costumava ser mais do que isto.
Acho que conseguia fazer melhor.
Mas é como se o combustível tivesse acabado. O motor morrido. A ausência de força que impele.
Não a encontro em lado nenhum.

Um cansaço enorme.
Como se por dar um passo em frente, a vida arranjasse maneira de me fazer recuar dois.
E isso mói.
Exaure.
Cansa.
Parte.

Partida.
O melhor adjectivo até agora.

Fui ver

Gostei, mas o Dirty Harry já fez melhor.