sexta-feira, 19 de setembro de 2014

William Wallace está a dar voltas na cova*

*o que até me parece difícil, porque foi cortado aos bocadinhos e espalhado por aí.



Tenho a sensação de que isto está custar-me mais do que aos Escoceses (escoceses a sério, com "E" maiúsculo, e não estes meninos que se deixaram levar).
Se calhar é porque eu cresci numa casa onde o hino nacional era uma coisa levada muito a sério, que se cantava no carro todos os dias até eu o saber de cor. Se calhar é porque, na minha casa, sempre odiámos os espanhóis por terem tido a ousadia de vir cá meter a colher.
Eu sempre defendi com unhas e dentes a Escócia, a Irlanda, o País Basco e todos os Galegos ou Catalães que não curtem o rei.
Sempre fui criada com a ideia de que é melhor morrer de pé do que viver de joelhos.
E isto está a custar-me horrores.
Como é que aquela gente se deixou vender? Como?! Ai que temos medo do colapso económico, ai que não sabemos como é que vai ser, ai que já não temos libra, ai como nos vamos governar sozinhos?!
Meninos! São todos uns meninos!
O Imperialismo Britânico sempre foi o que foi. Prometeram-lhes umas treta e eles foram na conversa (Manhattan também se vendeu por uma mão cheia de pérolas). A Irlanda passou fome mas não se deixou levar.
Isto está a custar-me muito. Nota-se, não?

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Xiiiuu...

Vou dizer isto baixinho, porque tenho medo de agoirar...

Mas, aqui entre nós, parece que a Nossa Senhora de Fátima voltou à terra, mas desta vez, invés da Cova da Iria, escolheu Moscavide: já há dois dias que me levanto às 7h da matina para ir correr.
Vá, dizer "correr" até parece mal. Eu vou a andar por aí, a passo acelerado, e, quando cruzo aquele candeeiro que faz vezes de sinal de partida, começo a correr até os pulmões darem de si (o que acontece muito depressa).
Por ora, o objectivo é todos os dias correr um bocadinho mais (hoje acho que foram mais 10 metros do que ontem).
Pode ser que daqui a uns tempos eu seja uma daquelas maricas que possuem todo um guarda-roupa de corrida e ande por aí a preceito a correr mini-maratonas.

Cheira-me que isto não passa de sexta-feira...

terça-feira, 5 de agosto de 2014

E prontos.

Quem não tem nada de bom para dizer, está calado.
Seguindo a premissa à risca, nada digo há mais de seis meses.
O último post, de cariz premonitório, não falhou: 2014 é o cócó em cima do cócó. Eu bem que procuro mas não lhe encontro nada que se lhe aproveite (tomara a mim também ter premonições quanto aos números do euromilhões e parte do cócó era limpo versão cillit bang).
Enfim, cá andamos e tal. Mais gordas graças ao milka com que auto me medico (seria simpático se os médicos de clínica geral começassem a prescrever milka para a depressão - sempre podia descontar no irs (ai, o irs)).
E prontos, é isto.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Que Sera Sera


2013 foi o ano mais horrível da minha vida. Tenho sérias dúvidas de que 2014 venha a ser muito melhor.
Sinto sempre que estou a ser atacada por um dementor que me suga a vida do corpo. Eu, pequena Harryeta Potter. Estranhamente, a tipa tinha razão: chocolate funciona. Tenho subsistido à base de milka e kinder. Cereja no topo do bolo: a celulite que vou herdar por alturas do Verão. Conclusão: sempre a piorar.


(é por isto que nunca mais escrevi nada aqui. porque sou um centro gravitacional de pessimismo)

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Coisinha mais fofa



A minha família deu-me uma úlcera

Foi o meu aniversário.
A prenda que a minha família me deu foi uma úlcera no estômago.
Assim que comecei a acordar a meio da noite com dores horríveis, como se fosse uma criancinha etíope com fome, não tive dúvidas: a minha família tinha-me dado uma úlcera - facto que não foi desmentido pelo farmacêutico fofinho que me atendeu (porque eu não curto médicos).
Levamos a infância toda a acreditar que a banda sonora da nossa família é aquela música maricas do "stand by me". Mas não é. O que faz uma família funcionar é a argamassa que liga aquela gente toda, que na verdade nem sequer se grama muito, que é o denominador comum de todos nós. Desaparecendo a argamassa tudo se desconjura, que nem tijoleira ranhosa em cozinha velha.
E é assim que nascem as úlceras.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Como montar prateleiras numa despensa em 20 passos

1. Antes de mais, assume-se que não somos capazes de montar prateleiras numa despensa (já foi um milagre termos montado sozinhos uma estante Expedit Ikea).
2. Liga-se para os senhores da Galp On Comfort e marca-se uma hora para irem lá a casa.
3. Dizemos muitas vezes ao telefone e a várias funcionárias da Galp On Comfort: "Lembrem-se que tenho duas horas de bricolage grátis! Não se esqueçam! Vamos já comprar prateleiras".
4. Mede-se cuidadosamente, com a fita métrica da costura (que é a única que temos, por mero milagre) o espaço da despensa e o espaço que ficará entre cada prateleira.
5. Conclui-se que queremos 3 prateleiras 97x41.
6. Dirigimo-nos ao Aki depois de 10 horas no escritório, com um homem danado por ter de ir ao Aki comprar prateleiras.
7. Esperamos infinitamente que alguém nos atenda.
8. Continuamos a esperar infinitamente.
9. Alguém nos atende e é muito simpático. Aliás, ajuda-nos a escolher os parafusos, as buchas, pergunta pelo género de parede, diz ao homem que sou eu que tenho razão quanto aos apoiozinhos das prateleiras e ainda faz recomendações sobre ferramentas que já não sei enumerar e que julgo desconhecer em absoluto.
10. Carregamos, pagamos, voltamos ao lar.
11. Constatamos que as prateleiras não cabem na despensa.
12. Afinal, não tivemos em conta o rebordo da porta e o tamanho certo é 97x39.
13. Ligamos, em desespero, para o Aki para descobrir a que horas fecham.
14. Ninguém atende.
15. Enquanto o telefone toca ligamos o computador e descobrimos que fecham às 21h00.
16. São 21h15.
17. Ligamos às senhoras da Galp On Comfort para desmarcar a visita.
18. Dizemos muitas vezes ao telefone: "Não se esqueçam que temos duas horas grátis!"
19. Vamos jantar pipocas.
20. Amanhã tentamos outra vez.