quinta-feira, 14 de março de 2013

Modo off



Passou o Natal e o Ano Novo.
O Carnaval.
Habemus Papam.
Está a chegar a Primavera.

E ele ontem perguntou-me: "Já não escreves no blog?". Conhecemo-nos com o blog. O dele, nunca o meu, onde há tanto movimento como em terreno minado. E foi então que reparei que esta coisa começa a reunir as condições necessárias para a aplicação dos artigos 114.º e seguintes do Código Civil (com as devidas alterações, claro está).

Vem-se, assim, ilidir a presunção de morte. Ainda andamos por cá, se bem que ele há dias em que mais mortos que vivos.

A vida devia incluir horário flexível para se poder fazer tudo aquilo que se gosta. Para que sobrem horas. Horas para o necessário e para o acessório (que tantas vezes é o mais necessário [pergunta ele, no sábado de manhã, ainda entre os lençóis, se eu não sou mais feliz ali do que a fazer outra coisa qualquer]).

Há que arranjar tempo. Esticá-lo com o rolo da massa que ainda nem temos na cozinha (nem temos fritadeira, nem formas, nem tanta coisa [não eras mais feliz se não pensasses nessas coisas todas?]), fazer com durasse e abrangesse todo o meu querer. Que chegasse para todos e, às vezes, também para mim. 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Enfim

Eu pertenço àquela raça de gente a quem não basta cair.

Nãnãnãnã!

Eu caio, mas tenho de ter atrás de mim três marmanjos que, à medida que me vêem a atingir o solo, fazem um sonoro "xiiii", para eu poder ter banda sonora.

E depois é levantar muito depressa e seguir em frente.

Safa.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A FIC


Levei o homem à Feira Internacional de Caravelos.

Acho que o nome, FIC - Feira Internacional de Carcavelos, o fez cair em erro. Eu disse-lhe desde logo que era piada, mas ele deve ter pensado que era uma coisa com outro nível.

Quando o homem se viu cercado por ciganos, quando lhe roçou pelo rosto calças de fatos de treino duvidosos, quando a berraria de "É a 1€! É a 1€!" lhe entrou pelos ouvidos dentro, ele quis morrer.

Mas aguentou-se bem.

Não me deixou foi comprar nada.

Que mulher consegue adquirir seja o que for quando sente o olhar reprovador na nuca? Quando exclama "Olha que giro!" e o bicho que tem ao lado reclama "poupas nas botas, gastas na quimioterapia"?

Mas fez-se. Ao fim de dez meses a viver em Carcavelos fui finalmente conhecer a Meca lá do sítio. Não ganha à Feira da Ladra, que é muito mai linda.

E comi castanhas assadas. As primeiras deste Inverno. Fiquei com uma dor de barriga que só eu sei.

Ainda só não percebi de onde é que vem o tal "Vinho de Carcavelos". É que vinhas, nem vê-las. Deve ser um segredo dos moradores mais antigos.


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

É sempre fascinante

Como nos dias em que tenho diligências fora do escritório, quando volto não me apetece fazer coisa nenhuma.

Deve ser porque sinto que hoje já fiz que chegue.

Ou terá alguma coisa a ver com o facto de a senhora que manda em mim estar a 7 horas de viagem de avião?

Deve ser a segunda...

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Sabemos que voltámos de férias

Quando no escritório, pelas 9h30, já há berraria.

Aqui somos muito proliferos nos berros.



(sim, quem berra é uma gaja. mas não sou eu. já tenho fama que chegue)

segunda-feira, 13 de agosto de 2012