Quando no escritório, pelas 9h30, já há berraria.
Aqui somos muito proliferos nos berros.
(sim, quem berra é uma gaja. mas não sou eu. já tenho fama que chegue)
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Ah, e tal, depressão
Eu moro a 20 minutos a pé da praia.
Quantas vezes fui eu à praia?
Uma.
Metade do escritório (e dos clientes) está de férias.
E eu não.
Vou ali cortar os pulsos e já volto.
Finalmente!
Demorou 25 anos, mas finalmente aconteceu!
Quem conhece Info-Excluída sabe que Info-Excluída é a criaturinha à face do planeta Terra que mais sofre com aftas. E são aftas fantasmagóricas, gigantescas, assustadoras e que me fazem chorar logo pela manhãzinha.
E nunca encontrei nada que lhes pusesse fim. Vá lá, havia sempre uma coisinha ou outra que aliviavam a dor durante 3 minutos, havia muitas outras coisinhas que me provocavam dores atrozes, mas nada ajudava realmente.
Hoje de manhã, a dor era tamanha, que eu almejava os tais 3 minutos de sossego e paz. E caguei na noção de que era deitar dinheiro à rua e fui à farmácia. E eis que o moçoilo assaz fofinho da farmácia (também é giro) me apresentou isto:
E foi o milagre!
Sim, no início vieram-me as lágrimas aos olhos e tive um momento "Maria Madalena". Mas depois tudo passou. E passou mesmo.
E porque me sinto como se tivessem posto um homem na Lua ou como se a cura para o cancro tivesse sido inventada, tenho de informar potenciais sofredores como eu de que isto existe e que é para todos (pela módica quantia de € 11,00, mas vale tãããão a pena).
será que a Urgo me vai dar desconto vitalício em aquisições futuras por aqui ter feito publicidade? nãããã me cheira.
Ocorreu-me agora...
Que deixei passar em branco o Dia Mundial do Orgasmo.
Não sei se o meu homem algum dia me vai perdoar...
Não sei se o meu homem algum dia me vai perdoar...
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Pffffff!
Chegar até ao Dolce Vita Tejo é como ser judeu e andar perdido no deserto: nunca mais chegamos lá.
Com a vantagem, para os judeus, que a probabilidade de se ser fanado por alguém da Brandoa é muito mais reduzida.
Acho que nunca mais lá volto a pôr os pés. Em primeiro lugar, porque já não saberia como lá voltar. Em segundo, porque aquilo fica no fim do mundo, colina muito distante de terras brandoenses.
E tudo isto para chegar lá e constatar que a loja que eu buscava incessantemente tinha sido assaltada por um tornado de gente pouco ou nada civilizada que gosta de deixar a roupa a rojar o chão. Deve ser problema meu, mas a ideia de adquirir aquilo que já andou a lavar o chão faz-me confusão. Devo ser fina.
O mais bonito disto tudo foi a cara de desconsolado do meu faneco, coitado. Para quem é das Caldas da Rainha, a Brandoa é a porta de entrada dos Infernos. E a ele custou-lhe muito, tadinho. Eu bem que tentei compensar com paixão ardente, mas a criança já estava que não podia. E tinha razão.
A Brandoa não é a nossa praia.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Voou.
E de repente atingiu-me.
20 anos.
Vinte anos.
Foram 20 anos a estudar.
Desde a manhã fatídica em que a minha progenitora me depositou na Voz do Operário e a senhora-assaz-fofinha me perguntou se eu queria dizer o meu nome aos outros meninos ou se queria que fosse ela a fazer as apresentações.
Já naquela altura o instinto me dizia que tinha de ser pró-activa, de não mostrar medo, ou estava fodida. E lá disse a todos que me chamava Info-Excluída e que gostava de bife com batata frita (não foi logo no mesmo instante, mas na pré-primária isto era informação muito importante).
Atingiu-me agora que a época dos cadernos acabou. E a época dos lápis e das lapiseiras. E a época das borrachas e do corrector. Setembro nunca mais vai ser sinónimo de blocos de folhas a cheirar a novo (e eu gosto (ou gostava? Já será pretérito?) desse cheiro).
Porque finalmente acabei aquilo que comecei há 20 anos atrás.
A primeira coisa que disse ao meu irmão foi: "nunca mais volto a estudar". Não sei porquê. Eu não desdenhei estudar. Até tinha um certo jeito (só demorei vinte anos, há quem demore mais).
O D. pergunta sempre se tenho saudades.
Não tenho saudades.
Tenho saudades dele, do bar velho, do tempo em que as minhas amigas ainda davam sinal de vida (até o meu bicho acha esquisito eu ser a única fêmea viva que nunca sai com amigas), de tardes enfiadas na biblioteca a contar os minutos que faltavam para o lanche.
Demorei vinte anos a acabar isto. Claro que não foram vinte anos focados nisto. Houve momentos "quando for grande quero ser professora", depois "professora de história" (e pensar que hoje em dia sou dotada de tão pouca paciência. Seria uma fila sem fim de paizinhos com hora marcada para ralhar comigo por ter ralhado com os rebentos), depois "jornalista" até acabar no Antro.
E o Antro tem um jeito muito próprio de se infiltrar na gente.
O Antro é microondas que nos cozinha de dentro para fora.
O Antro deve ser daquelas coisas estilo "Cinema Paraíso". Vão ser precisos muitos anos para querer lá voltar. Para senti-lo meu. Para ter saudades Dele e não de mim e de nós todos dentro Dele.
Atingiu-me agora que acabei.
Uma pessoa passa a vida a sonhar com um momento e quando ele chega passa a voar. E nem o sentimos. Foi um dia igual aos outros. Passou. Voou por mim. Aconteceu e eu não tive tempo para me preparar para ele. Para comemorar, para rir, para chorar, sei lá.
Só sei que acabei.
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