Que deixei passar em branco o Dia Mundial do Orgasmo.
Não sei se o meu homem algum dia me vai perdoar...
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Pffffff!
Chegar até ao Dolce Vita Tejo é como ser judeu e andar perdido no deserto: nunca mais chegamos lá.
Com a vantagem, para os judeus, que a probabilidade de se ser fanado por alguém da Brandoa é muito mais reduzida.
Acho que nunca mais lá volto a pôr os pés. Em primeiro lugar, porque já não saberia como lá voltar. Em segundo, porque aquilo fica no fim do mundo, colina muito distante de terras brandoenses.
E tudo isto para chegar lá e constatar que a loja que eu buscava incessantemente tinha sido assaltada por um tornado de gente pouco ou nada civilizada que gosta de deixar a roupa a rojar o chão. Deve ser problema meu, mas a ideia de adquirir aquilo que já andou a lavar o chão faz-me confusão. Devo ser fina.
O mais bonito disto tudo foi a cara de desconsolado do meu faneco, coitado. Para quem é das Caldas da Rainha, a Brandoa é a porta de entrada dos Infernos. E a ele custou-lhe muito, tadinho. Eu bem que tentei compensar com paixão ardente, mas a criança já estava que não podia. E tinha razão.
A Brandoa não é a nossa praia.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Voou.
E de repente atingiu-me.
20 anos.
Vinte anos.
Foram 20 anos a estudar.
Desde a manhã fatídica em que a minha progenitora me depositou na Voz do Operário e a senhora-assaz-fofinha me perguntou se eu queria dizer o meu nome aos outros meninos ou se queria que fosse ela a fazer as apresentações.
Já naquela altura o instinto me dizia que tinha de ser pró-activa, de não mostrar medo, ou estava fodida. E lá disse a todos que me chamava Info-Excluída e que gostava de bife com batata frita (não foi logo no mesmo instante, mas na pré-primária isto era informação muito importante).
Atingiu-me agora que a época dos cadernos acabou. E a época dos lápis e das lapiseiras. E a época das borrachas e do corrector. Setembro nunca mais vai ser sinónimo de blocos de folhas a cheirar a novo (e eu gosto (ou gostava? Já será pretérito?) desse cheiro).
Porque finalmente acabei aquilo que comecei há 20 anos atrás.
A primeira coisa que disse ao meu irmão foi: "nunca mais volto a estudar". Não sei porquê. Eu não desdenhei estudar. Até tinha um certo jeito (só demorei vinte anos, há quem demore mais).
O D. pergunta sempre se tenho saudades.
Não tenho saudades.
Tenho saudades dele, do bar velho, do tempo em que as minhas amigas ainda davam sinal de vida (até o meu bicho acha esquisito eu ser a única fêmea viva que nunca sai com amigas), de tardes enfiadas na biblioteca a contar os minutos que faltavam para o lanche.
Demorei vinte anos a acabar isto. Claro que não foram vinte anos focados nisto. Houve momentos "quando for grande quero ser professora", depois "professora de história" (e pensar que hoje em dia sou dotada de tão pouca paciência. Seria uma fila sem fim de paizinhos com hora marcada para ralhar comigo por ter ralhado com os rebentos), depois "jornalista" até acabar no Antro.
E o Antro tem um jeito muito próprio de se infiltrar na gente.
O Antro é microondas que nos cozinha de dentro para fora.
O Antro deve ser daquelas coisas estilo "Cinema Paraíso". Vão ser precisos muitos anos para querer lá voltar. Para senti-lo meu. Para ter saudades Dele e não de mim e de nós todos dentro Dele.
Atingiu-me agora que acabei.
Uma pessoa passa a vida a sonhar com um momento e quando ele chega passa a voar. E nem o sentimos. Foi um dia igual aos outros. Passou. Voou por mim. Aconteceu e eu não tive tempo para me preparar para ele. Para comemorar, para rir, para chorar, sei lá.
Só sei que acabei.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Sozinha em casa
O que faz uma faneca sozinha em casa, quando o bicho vai passear para casa dos progenitores?
Faz tudo aquilo que o bicho não a ia deixar fazer se estivesse em casa.
Por isso, apanhei uma pedrada com bostik (chama-se mesmo bostik ou bostik é só a marca? é este um momento "tupperware"?).
Aquele fiozinho no rodapé já andava a mexer-me com os nervos. Por isso, decidi agarrar na pistola de bostik (?) que tinha fanado ao meu progenitor e vá de ir começar a colar o fiozinho ao rodapé.
Nunca antes tinha feito tal coisa e desatei a dar ao gatilho. Muito gatilhei eu e aquela coisa nada de sair. De repente, eis que o bostik desata, literalmente, a vir-se. Era bostik por todo o lado e eu a achar que ia morrer com as mãos coladas à pistola.
Depois de muito papel higiénico, fairy e mãos debaixo de água a ferver, percebi que era melhor equipar-me a rigor para a tarefa que tinha em mãos. E lá fui, em pijama e de luvas de borracha.
Escusado será dizer que aquela porcaria ficou colada. Também será escusado dizer que o bostik ficou não apenas no rodapé mas também no chão, na parede, nas luvas, em mim.
E aprendi que os vapores de bostik dão azo a pequenas alegrias. Aconselho vivamente.
quarta-feira, 14 de março de 2012
As meninas do ténis
As meninas do ténis deviam morrer todas.
Fulminadas com um raio, varridas da face da Terra.
E isto porque eu não percebo a ponta de um cú no que ao ténis respeita. O facto de eu saber dizer "quem é quem" quando confrontada com a fronha do Nadal ou do Federer é um puro exercício de sorte.
E depois ele há vacas que sabem a diferença. E sabem quando há torneios. E sabem como é que esses torneios se chamam e quem neles participa.
Eu não sei nada dessas coisas.
Mas há vacas quem sabem.
E vacas que, além de saberem, gostam muito de falar com o meu homem a respeito do assunto. Aqui damos ênfase à palavrinha mágica MEU.
Entendo a existência desse género de raça de gente como uma afronta particular ao meu direito de propriedade.
Afinal de contas, eu é que registei a propriedade do bicho, eu é que cuido e educo a criatura, quem é a menina do ténis para vir aqui meter a colherada?
Sei perfeitamente que o Universo estará cravejado de meninas do ténis e que a probabilidade de elas virem rondar propriedade alheia é elevada. Mas isso pouco ou nada faz quanto à minha sede de sangue. Afinal de contas, é o "b-a-bá" da vida social: todo o bicho mija no seu territorio, todo o cowboy marca o gado, todo o americano sulista tem uma caçadeira para quando invadem a propriedade.
Porque é que havia de ser diferente comigo e com as meninas do ténis?
Super Pichota
Sob uma noite estrelada, um veio carmesim rasga os céus.
Saído do nada, o Super Pichota emerge - sempre potente, sempre presente, sempre vigilante.
Altivo e valente, vai cruzando os ares em missão.
A noite é escura, o desconhecido em cada esquina, mas o Super Pichota permanece firme, imóvel, ri-se ante o perigo (ehehe).
Eis que um grito gélido corta e acciona os mais básicos instintos do Super Pichota que, hirto como aço, avança na noite.
Ao longe, de cabelos ao vento, a moça grita na varanda, tresloucada, desesperada: "Super Pichota! Dá-me a tua mão!!"
"Filha, agarra antes na picha que tem mais força".
Saído do nada, o Super Pichota emerge - sempre potente, sempre presente, sempre vigilante.
Altivo e valente, vai cruzando os ares em missão.
A noite é escura, o desconhecido em cada esquina, mas o Super Pichota permanece firme, imóvel, ri-se ante o perigo (ehehe).
Eis que um grito gélido corta e acciona os mais básicos instintos do Super Pichota que, hirto como aço, avança na noite.
Ao longe, de cabelos ao vento, a moça grita na varanda, tresloucada, desesperada: "Super Pichota! Dá-me a tua mão!!"
"Filha, agarra antes na picha que tem mais força".
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