Quando volto de fim de semana conjugal parece que o Universo andou para a frente e eu não notei.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Últimas
Gostei.
Temos pena de não conseguir ler de capa a capa (a coisa é gordita).
Temos pena de tanta falta de sentido prático naquela gentinha russa cheia de dinheiro que não consegue ser feliz nem à força da bala (houve quem tentasse).
Mas Tolstoi sabe que a felicidade não passa de almejo e de estado meramente temporário.
E está francamente bem escrito (aqui há que louvar o tradutor, uma vez que o meu russo se resume à palavra "vodka").
E, à semelhança de "Guerra e Paz", acabamos com a sensação de que tout va bien, que a Terra continua a girar e que não podia ser de outra maneira.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Ó gentes de bom gosto!
Pois.
Tenho andado a evitar isto, da mesma maneira que se evita apanhar um desgosto. Consta que há coisas que é melhor evitar.
Ainda assim, pronto, ja figura à esquerda um cantinho para pessoas de bom gosto que não se importam de aturar devaneios vomitados no Segundo Esquerdo.
Agradeço que subscrevam o apelo, sob pena de eu não recuperar do desgosto de ser mal amada e não voltar a abrir o meu coração.
sábado, 10 de setembro de 2011
Meia Dúzia
"Outro desencanto e encanto eram as querelas. Lévin nunca teria imaginado que entre ele e a mulher pudesse haver outras relações que não as de ternura, de respeito e de amor. E de repente, logo nos primeiros dias brigaram, de tal modo que ela lhe disse, chorando e agitando os braços, que ele não a amava, que se amava apenas a si mesmo.
Essa primeira querela deu-se porque Lévin se deslocou à nova granja e demorou mais meia hora do que esperava, porque quis passar pelo caminho mais curto e se perdeu. Ao voltar para casa só pensava nela, no amor dela, na sua felicidade, e quanto mais se aproximava mais se inflamava nele a ternura por ela. Entrou a correr no quarto com o mesmo sentimento, ainda mais forte, com que chegou a casa dos Scherbátski para fazer o pedido de casamento. E de repente foi recebido com uma expressão sombria como nunca vira nela. Quis beijá-la, mas ela rejeitou-o.
- Que tens tu?
- Estás muito alegre... - começou ela, desejando ser calma e venenosa.
Mas assim que abriu a boca, logo as palavras de censura ditadas por um ciúme insensato, tudo aquilo que a atormentara durante aquela meia hora que passara imóvel sentada à janela, lhe escaparam.
(...)
Fizeram as pazes. Ela, reconhecendo a sua culpa mas sem o dizer, foi ainda mais terna para com ele e ambos sentiram uma felicidade nova, a redobrada felicidade do amor. Mas isso não impediu que essas confrontações se repetissem e até com especial frequência, pelos motivos mais inesperados e insignificantes. Essas confrontações ocorriam com frequência porque eles ainda não sabiam o que era importante para o outro, e também porque durante aqueles primeiros tempos ambos andavam muitas vezes de mau humor. Quando um estava de bom e o outro de mau humor, a paz não era quebrada; mas quando estavam os dois de mau humor, as confrontações aconteciam por causas tão incompreensíveis pela sua insignificância que eles depois nem conseguiam lembrar-se porque se tinham zangado. É verdade que quando estavam ambos de bom humor a sua alegria de viver redobrava".
in "Anna Karénina", Lev Tolstoi
Blowjobzinhos****
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
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