Disse-lhe que tinha acabado de ler "Emigrantes", do Ferreira de Castro.
Foi como se o Erasmo Carlos tivesse entrado.
Como se tivessemos faltado às aulas para jogar à sueca.
Porra, tenho saudades disso.
domingo, 13 de fevereiro de 2011
É como se a vontade tivesse sido cirurgicamente removida do meu corpo.
Não a encontro mais em mim.
Acordo. Levanto-me. Trabalho. Dou dois dedos de conversa. Trabalho. Janto. Durmo.
Em modo de piloto automático.
Acho que costumava ser mais do que isto.
Acho que conseguia fazer melhor.
Mas é como se o combustível tivesse acabado. O motor morrido. A ausência de força que impele.
Não a encontro em lado nenhum.
Um cansaço enorme.
Como se por dar um passo em frente, a vida arranjasse maneira de me fazer recuar dois.
E isso mói.
Exaure.
Cansa.
Parte.
Partida.
O melhor adjectivo até agora.
Não a encontro mais em mim.
Acordo. Levanto-me. Trabalho. Dou dois dedos de conversa. Trabalho. Janto. Durmo.
Em modo de piloto automático.
Acho que costumava ser mais do que isto.
Acho que conseguia fazer melhor.
Mas é como se o combustível tivesse acabado. O motor morrido. A ausência de força que impele.
Não a encontro em lado nenhum.
Um cansaço enorme.
Como se por dar um passo em frente, a vida arranjasse maneira de me fazer recuar dois.
E isso mói.
Exaure.
Cansa.
Parte.
Partida.
O melhor adjectivo até agora.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
Um livro qualquer, que falava de uma ponte onde passava um comboio.
E as pessoas podiam ir gritar debaixo da ponte quando o comboio passava.
E o grito era abafado pelo barulho do comboio.
E as pessoas podiam mandar aquele grito gigante cá para fora que ninguém sabia.
Ninguém fazia perguntas incómodas (porque gritas? o que tens? não tens nada melhor para fazer? é sempre a mesma lamúria?).
Porque ninguém ouvia.
E as pessoas podiam ir gritar debaixo da ponte quando o comboio passava.
E o grito era abafado pelo barulho do comboio.
E as pessoas podiam mandar aquele grito gigante cá para fora que ninguém sabia.
Ninguém fazia perguntas incómodas (porque gritas? o que tens? não tens nada melhor para fazer? é sempre a mesma lamúria?).
Porque ninguém ouvia.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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