segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Propostas de Ano Novo

Proponho, desde já, fazer de 2011 o ano da minha consolidação orçamental.
Irei finalmente começar a poupar.
Irei gastar somente o necessário, porque o extraodinário é demais (e quem disser que os acessórios são extraordinários está a mentir com todos os dentes que tem na boca).
Irei arranjar um part-time de fim-de-semana capaz de cobrir os eventuais extraordinários.
Irei fazer a minha conta bancária funcionar como um relógio suíço.
Saírei de 2011 com as contas equilibradas.

Na temática da imigração, e na senda de Sarkozy, propõe-se a expulsão de todo a matéria de chocolate que tem vindo a circular e a fazer habitação permanente nas minhas coxas , com efeitos imediatos.

No que respeita à administração interna, e numa atitude nunca antes vista por estas terras, propõe-se reestruturar todo o habitáculo denominado quarto, com especial incidência na Direcção do Armário-Queda-Eminente.

Quando às relações externas, pretende-se um ano de sabática, num regresso ao lema do "orgulhosamente sós", a fim de poder reorganizar toda a estrutura do ministério, num "reset" institucional tão necessário por estas bandas.

Daqui a um ano far-se-á o ponto de situação, esperando que não sejam necessárias interferências externas.

domingo, 2 de janeiro de 2011

2010 foi um ano de merda. A única coisa de bom que lhe vejo é o facto de ter chegado ao fim.
Gosto de resets. Gosto de sentir que posso começar de novo. E o Ano Novo é sempre o melhor dos pretextos.
Ainda que me sinta infinitamente cansada. Ainda que as lágrimas continuem a tentar vir ao de cima. Apesar de tudo isto, o Ano Novo traz aquela pontinha de esperança de que o próximo será melhor.

É que eu acho que as coisas não têm como piorar muito mais.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Take it all



Porque ela diz isto muito melhor do que eu. Porque é assim que me sinto quase todos os dias. Porque perder soa exactamente a isto.
I don’t wanna talk
About the things we’ve gone through
Though it’s hurting me
Now it’s history
I’ve played all my cards
And that’s what you’ve done too
Nothing more to say
No more ace to play

The winner takes it all
The loser standing small
Beside the victory
That’s her destiny

I was in your arms
Thinking I belonged there
I figured it made sense
Building me a fence
Building me a home
Thinking I’d be strong there
But I was a fool
Playing by the rules

The gods may throw a dice
Their minds as cold as ice
And someone way down here
Loses someone dear
The winner takes it all
The loser has to fall
It’s simple and it’s plain
Why should I complain.

But tell me does she kiss
Like I used to kiss you?
Does it feel the same
When she calls your name?
Somewhere deep inside
You must know I miss you
But what can I say
Rules must be obeyed

The judges will decide
The likes of me abide
Spectators of the show
Always staying low
The game is on again
A lover or a friend
A big thing or a small
The winner takes it all

I don’t wanna talk
If it makes you feel sad
And I understand
You’ve come to shake my hand
I apologize
If it makes you feel bad
Seeing me so tense
No self-confidence
But you see
The winner takes it all
The winner takes it all......

Das Coisas Com Tempo e Prazo

Há coisas que têm prazo de validade. As minhas relações, por exemplo e inevitavelmente.
E há coisas que têm tempo para acontecerem. Saramago é uma dessas coisas. Quando tinha 13/14 anos tentei o Memorial do Convento. Não passei da 10ª página, mais coisa menos coisa. Detestei de morte. Pus de lado. Não quis mais.
O "Caim" foi ofertório de Natal. E, para quem conhece Info-Excluida, sabe que nada agrada mais do que versões alternativas do livro mais impingido de sempre. E veio provar que há uma idade e um tempo para tudo. Há um tempo para se ler Saramago. E para se gostar. E, quase direi (quase porque ainda não acabei), se adorar.
Porque eu não sou quem era quando tinha 13 anos. Sou, inevitavelmente, mais cabra. Também, e inevitavelmente, mais sofrida. Mais magoada. Mais batida. Mais irónica (cínica?). Mais triste também. E talvez por tudo isso agora se possa ler um livro dele e gostar. Por tudo o que passou.

Talvez daqui a 5 anos possa tentar voltar a ler Henry Miller sem tentar saltar logo para as partes picantes. Poder lê-lo mesmo.

Dedicado à Diligentia. Sempre presente. Incluindo presentes futuros.
A culpa é obviamente minha e de alguma falha genética que há em mim.
Porque eu continuo a preocupar-me. Preocupo-me sempre. Se está bem, se chegará inteiro.
Ele, que nunca pergunta como estou. Ele, que nem desejou feliz natal. Ele, que nunca evitou magoar-me.
E eu preocupo-me. Porque quando dou, dou tudo. Se vou fazer, faço por inteiro. Se me levas, levas o pacote todo.
Quem me dera não ser assim. Quem me dera só te dar bocadinhos. Pedaços de mim, meramente alugados, coisas que não me possas tirar.
Mas quando dou, eu dou tudo. Falhas genéticas, educacionais, não sei. Mas é uma falha. E a única pessoa que se magoa sou eu.
É uma predisposição para cair em desgraça. Porque eu sabia, à partida, que era uma desgraça. E ainda assim meti-me nela de cabeça. Parva.
E aqui estou, a pensar nele a acelerar pela A1 e na possibilidade de se espetar contra algum lado, de coração estupidamente apertado. Apertado como ele nunca o teve.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Efeito boomerang

Bem sei que fui uma cabra. Não se julgue que o não sei: eu sei. Mas também sei que já tinha a fama, achei que o proveito me ia fazer sentir bem.
Pois, fez ricochete.
Considerando a altura do ano, é fácil de ver que não poderia passar impune. E a mim, tudo me acontece.
Quando as probabilidades são de 1 para 8 e me calha a mim, é sinal de que estou fadada para iman de desgraças. Que ninguém duvide: se tiver de acontecer, acontece a mim.
Ademais, nisto de desgraças kármicas, começa a roçar a probabilidade científica: quando melhor for a notícia que me derem, maior será a desgraça que lhe sucede.
Na semana que antecedeu aquilo que para sempre recordarei como o "Jantar da Queda", tinha sido brindada com um aumento do salário. E, na altura, eu bem previ: alguma desgraça me espera. E ela lá esteve, fatal como o destino.
Se tiver de acontecer, acontece a mim.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Não é que eu não tenha nada para fazer. Porque tenho. Bastante, até.
Acontece é que não é assim tanto que me ponha em estado de pânico.
Não é assim tanto que me faça esquecer que existem coisas melhores para fazer.
Não é assim tanto que me faça esquecer que não há ninguém com quem fazer coisas melhores.

O meu mal é não estar assoberbada de coisas para fazer. Porque, se estivesse, não pensava em merda.