Anatomia de Grey.
Temporada 6
Episódio 3.
Eu sou a Altman.
Patética.
sábado, 4 de dezembro de 2010
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Era uma vez uma moça que acordou com dor de dentes pela manhã. Sobrevive com uma overdose de ibuprofeno. Sai de casa e vai à luta (ou trabalhar).
A moça chega ao escritório e trabalha e trabalha e trabalha.
E espirra. E espirra. E espirra.
A moça constipou-se.
A moça anda por aí com o nariz todo ferido.
A moça atende telefones e espirra. Ao telefone.
O dia de trabalho acaba e a moça arruma todas as tralhas, veste o casacão, agarra na pastinha e na malinha, fecha tudo e segue o seu caminho.
A moça anda depressa porque não pode perder o autocarro (ou vai dar uma volta atroz por Chelas).
E zás, a correia da mala arrebenta. Todo o conteúdo da mala não se espalha pelo caminho porque a moça, apesar de se sentir velha, ainda tem os reflexos da juventude.
E lá vai a moça, a correr para apanhar o autocarro que já se vislumbra, com uma pastinha na mão e a mala transbordante ao colo.
Para que se veja que os meus azares não são todos profundos e existenciais. Até os azares merdolas, que eram perfeitamente evitáveis e desnecessários, me sucedem. Sem excepção. Existindo karma, mantenho-me à espera do dia em que a sorte virar. É que, tudo somado, julgo que vou ganhar o Euromilhões.
A moça chega ao escritório e trabalha e trabalha e trabalha.
E espirra. E espirra. E espirra.
A moça constipou-se.
A moça anda por aí com o nariz todo ferido.
A moça atende telefones e espirra. Ao telefone.
O dia de trabalho acaba e a moça arruma todas as tralhas, veste o casacão, agarra na pastinha e na malinha, fecha tudo e segue o seu caminho.
A moça anda depressa porque não pode perder o autocarro (ou vai dar uma volta atroz por Chelas).
E zás, a correia da mala arrebenta. Todo o conteúdo da mala não se espalha pelo caminho porque a moça, apesar de se sentir velha, ainda tem os reflexos da juventude.
E lá vai a moça, a correr para apanhar o autocarro que já se vislumbra, com uma pastinha na mão e a mala transbordante ao colo.
Para que se veja que os meus azares não são todos profundos e existenciais. Até os azares merdolas, que eram perfeitamente evitáveis e desnecessários, me sucedem. Sem excepção. Existindo karma, mantenho-me à espera do dia em que a sorte virar. É que, tudo somado, julgo que vou ganhar o Euromilhões.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Fiquei velha antes de ter tempo de ser nova.
Nada me deixa mais deprimida do que passar feriados e fins de semana no jardim, a aturar gente de que não gosto, a ouvir conversas que não me interessam e a saber que não tenho outro sítio para ir.
Talvez se tivesse a minha casa. O meu canto. Um sítio onde ninguém me chateasse. Não sei se mudava alguma coisa, mas eu gosto de pensar que sim.
É melhor pensar que a culpa é de algum factor estranho a mim, e não culpa minha (e a voz dela a ressoar, a dizer que ainda morro sozinha).
Talvez se eu tentar mudar tudo.
Talvez se eu ocupar o tempo e o espaço com tanta coisa que não consiga pensar em nada (como quando se joga solitário para ocupar a cabeça com nada mais do que sequências matemáticas).
Talvez se eu encher todos estes vazios de coisas me consiga sentir mais inteira.
Nada me deixa mais deprimida do que passar feriados e fins de semana no jardim, a aturar gente de que não gosto, a ouvir conversas que não me interessam e a saber que não tenho outro sítio para ir.
Talvez se tivesse a minha casa. O meu canto. Um sítio onde ninguém me chateasse. Não sei se mudava alguma coisa, mas eu gosto de pensar que sim.
É melhor pensar que a culpa é de algum factor estranho a mim, e não culpa minha (e a voz dela a ressoar, a dizer que ainda morro sozinha).
Talvez se eu tentar mudar tudo.
Talvez se eu ocupar o tempo e o espaço com tanta coisa que não consiga pensar em nada (como quando se joga solitário para ocupar a cabeça com nada mais do que sequências matemáticas).
Talvez se eu encher todos estes vazios de coisas me consiga sentir mais inteira.
desaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecerdesaparecer
seeudissermuitasvezespodeserqueaconteçaseeudissermuitasvezespodeserqueaconteçaseeudissermuitasvezespodeserqueaconteçaseeudissermuitasvezespodeserqueaconteçaseeudissermuitasvezespodeserqueaconteçaseeudissermuitasvezespodeserqueaconteçaseeudissermuitasvezespodeserqueaconteçaseeudissermuitasvezespodeserqueaconteçaseeudissermuitasvezespodeserqueaconteçaseeudissermuitasvezespodeserqueaconteçaseeudissermuitasvezespodeserqueaconteça
seeudissermuitasvezespodeserqueaconteçaseeudissermuitasvezespodeserqueaconteçaseeudissermuitasvezespodeserqueaconteçaseeudissermuitasvezespodeserqueaconteçaseeudissermuitasvezespodeserqueaconteçaseeudissermuitasvezespodeserqueaconteçaseeudissermuitasvezespodeserqueaconteçaseeudissermuitasvezespodeserqueaconteçaseeudissermuitasvezespodeserqueaconteçaseeudissermuitasvezespodeserqueaconteçaseeudissermuitasvezespodeserqueaconteça
Subscrever:
Mensagens (Atom)
