sábado, 25 de setembro de 2010

Descobri isto com o Snoopy



E gostei.

Foda-se

São 11h da manhã. 11h da manhã de sábado.

A única coisa que eu peço da vida é que me deixem foder, dormir e comer, exactamente por esta ordem.

Porque caralho me acordam para comer? Porquê? PORQUÊ??
Acordarem-me para foder fazia mais sentido e eu não levava tão a mal. Afinal, esta porra está hierarquizada.

Estão todos contra mim.


Reflexões (?)

De há uns tempos para cá tenho-me dedicado à nobre arte da reflexão.
Reflicto enquanto lavo os dentes, nos transportes, e antes de dormir (a hora do almoço é para as palavras cruzadas, o resto é para peças processuais).

E chego a conclusões (ou meras conjecturas resultado de teorias mais ou menos parvas).

Recentemente conclui que os homens, apesar de repetidamente se queixarem a respeito, gostam - e até apreciam - aquelas gajas que fazem o beicinho, e amuam, e não lhes dirigem a palavra dois dias seguidos, e os deixam a pensar no que terão feito de errado para, depois, concluírem que em nada erraram.

Tristemente, eu nunca pertenci a esse grupo de gajas. Desde sempre. Julgo, até, que com o tempo até me fui tornando mais melosa (isto dos corações partidos fazem-nos sempre ficar de pé a trás).

Eu nunca amuei, nunca armei fita. Se algo desagrada, magoa ou pode ser alvo de melhoria, eu informo, eu educo (que nunca ele se queixe de falta de interpelação para o cumprimento).

Sempre tratei os meus homens como gente crescida. Infelizmente, conclui-se que não há homens: há meninos. Temos pena, mas até algum me provar o contrário, sou forçada a crer que vocês gostam, apreciam e louvam o drama, a fita, o amuo, a crise de choradeira pública ocasional.

Desgraçadamente, não tenho feitio para. Contam-se pelos dedos de uma mão os meus episódios de derrame lacrimal para espectadores. Rareiam as vezes em que armei fita no meio da rua, dei meia volta e deixei alguém plantado. Não me ocorre nenhum episódio em que publicitasse as ofensas de que pudesse achar-me vítima.

No entanto, 2 da manhã, cheiinha de vontade, e completamente sozinha. E, ainda mais estranhamente, o que não faltam por aí são Barbies que armam escandaleiras porque "já devias saber daquilo que gosto" ou "outra não era a tua obrigação". Coisas que, se fosse comigo, não admitia nem ao Brad Pitt.

Gostava, sinceramente, que alguém me instruísse a este respeito. Alguma coisa estou, certamente, a fazer mal.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

credo
quando olho para isto percebo como devo ser chata
nada mais chato do que a lamúria

mil, mil perdões

Raios partam os pacotes de açúcar

Um dia sou eu quem desaparece.
Um dia, em vez de entrar no metro, viro à esquerda e apanho o comboio para algum lugar.
Todos os dias, ao entrar na estação, penso nisso: que um dia é a minha vez.

Um dia, quando perguntarem por mim, eu já fugi.
Longe.
Para muito longe.

Um dia, ganho a coragem e fujo sozinha.
Não deixo nada para trás.
Apanho o comboio e desapareço com os carris.

Todos os dias, há um cruzeiro atracado no cais.
E todos os dias eu penso que a minha vez há-de chegar.
Que vou desaparecer daqui.
Sozinha.
Sem deixar nada para trás.
Neste momento, duas coisas contribuíam para a minha felicidade:
sexo
ou
isto:
Vá, se fizerem uma vaquinha, ainda vão a tempo de me fazer feliz no Natal


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Pequena listagem de frases que odeio de morte

  1. Quem era ao telefone?
  2. Com quem estavas a falar?
  3. A que horas chegas?
  4. És sempre a mesma cabra.
  5. Igualzinha ao teu pai.
  6. É uma tragédia. Uma tragédia.
  7. Estou morto de trabalho.
  8. Temos de falar.